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As dúvidas mais frequentes

1. Existem vários Linux diferentes?


Sim e não. O Linux é um só, o que varia é o "empacotamento" do Linux: são as "distribuições".
Existem hoje cinco grandes "linhas" de distribuição: Debian, Fedora, TurboLinux (Ásia) e RedFlag (China).
A partir destas originam-se dezenas de distribuições mais ou menos especializadas em que cada uma busca atingir um propósito e um público específico, variando as pré-configurações, programas incluídos e traduções disponíveis. As principais distribuições ocidentais são (o "*" indica distros pagas):
Debian: Debian, Ubuntu, Knoppix, Mepis, PCLinux, Freespire, Linspire*, Kurumin (Brasil), etc..
Fedora: Fedora, Mandriva, OpenSuse, Suse*, RedHat*.

A Sistart/MicroStart desenvolveu uma configuração de Linux que é "quase" uma distribuição: o Lux.OS
Este trabalho foi feito a partir de nossa experiência profissional, quando percebemos que havia um padrão comum de necessidades para empresas de pequeno e médio porte brasileiras. Então de tanto instalar e configurar terminamos por criar um Linux a partir do Debian, Kubuntu, Knoppix e, especialmente, do Kurumin (uma distribuição brasileira, mas voltada ao usuário doméstico).
Preferimos instalar o Lux.OS porquê ele já tem resolvidos os problemas comuns às necessidades de empresas brasileiras: boa tradução para português, programas amigáveis de administração do sistema, programas servidores otimizados, etc. Entretanto estamos habilitados a instalar e manter qualquer distribuição nas linhas Debian e Fedora.


2. O ambiente do Linux é muito diferente?


O usuário que conhece Windows já sabe usar o ambiente Linux. Hoje em dia as diferenças não são muitas, se usada uma distribuição moderna e com um Desktop voltado ao usuário comum (Lux.OS, OpenSuse, Freespire, Mandriva, K-ubuntu e outras). Com o Desktop criado pela Sistart até o visual é muito parecido. O uso do mouse e os comandos são praticamente identicos. A única diferença é que o sistema não trava nunca .


3. Os Aplicativos de Escritório são muito diferentes?


Posso trocar arquivos com clientes e fornecedores que usem Windows? Sim.
A suíte Open-Office (Editor de Textos, Planilha, etc) é totalmente compatível com a suíte MicroSoft (Word, Excell, etc) em aparência, menús, comandos e inclusive no formato de arquivos. Um arquivo gravado em Open-Office é aberto sem problemas pelo MicroSoft Office e vice-versa. A única diferença é que passará a ser muito difícil perder arquivos em acidentes. E os programas não travam o sistema.
A maioria dos recursos são identicos mas, como são programas diferentes, um ou outro recurso existe em uma e não em outra. As diferenças mais notáveis são:
. Recursos existentes no OpenOffice e não no Microsoft Office: Capacidade de gravação no formato PDF, capacidade de ler e gravar em grande variedade de formatos, inclusive de versões passadas do MS-Office. Integração mais completa entre os programas (Editor, Planilha, etc trabalham melhor em conjunto). Uso de estilos muito mais simples e prático. Formatação e posicionamento de imagens (no texto) mais precisa.
. Recursos existentes no Microsoft Office e não no OpenOffice: Embora a nível de funções haja igualdade, a linguagem de programação, especialmente na Planilha de Cálculo é bem diferente entre ambas (o OpenOffice é mais poderoso mas o MS-Office é mais simples de usar). O Powerpoint é bem mais poderoso que o Impress.


4. O uso de Internet muda muito?
Muda, para melhor. A maioria das distros modernas do Linux usam a dobradinha Firefox/Thunderbird
, que aliás também tem versões Windows. Estes programas são bem mais poderosos, rápidos, estáveis e seguros que o Internet Explorer e o Outlook.
Os comandos e os conceitos são muito semelhantes, o usuário que sabe usar um aprende rápidamente a usar o outro.


5. O Linux tem antivírus?


Tem, para as aplicações Windows (sim, o Linux pode rodar muitos programas Windows). Um Linux bem configurado não é afetado por vírus.


6. Posso rodar aplicativos Windows e DOS?


Quase todos aplicativos DOS rodam sem problemas no Linux. Muitos (mas nem todos) aplicativos Windows também rodam.


7. O Linux é mais rápido?


Em aplicações de Banco de Dados chega a ser 60% mais rápido. Em outras aplicações roda quase sempre bem mais rápido. E nunca trava.


8. O Suporte Linux é Caro?


O Linux precisa muito menos suporte que o Windows. Os preços de mão de obra são identicos. A Sistart oferece contratos de manutenção extremamente vantajosos que incluem até mesmo atualização permanente de novas versões dos programas instalados.


9. Qual a diferença entre uma "Estação de rede" e um "Terminal" ?


Uma estação de rede é um microcomputador autônomo, ele pode ser utilizado sózinho - sem estar ligado a uma rede.
Um terminal é uma máquina que serve apenas para acessar um servidor, todo o processamento é executado no servidor, o terminal apenas gerencia o vídeo, teclado e alguns dispositivos locais (usb, disquete, cd e impressora).
A vantagem da estação é que ela independe do servidor e pode ser inclusive uma máquina até mais poderosa que ele. As desvantagens são o custo da máquina e o fato de que a cada programa a ser instalado ou atualizado isto tem que ser feito em cada estação. Além disto eventuais problemas ou alterações nas configurações tem que ser feitas máquina por máquina.
O terminal tem duas grandes vantagens: O custo e o fato de toda a administração ser feita no servidor, ao instalar ou atualizar um programa isto reflete-se automáticamente para todos os terminais. O desempenho dos terminais depende do tipo de programa usado e da quantidade de estações. Mas em uso típico de uma empresa o desempenho de redes de um servidor Linux com até 40 a 60 terminais é ótimo e bem próximo ao desempenho que um usuário teria ao usar uma estação com a mesma configuração do próprio servidor!


10. É possível reutilizar nossas máquinas antigas como terminais?


Quase que qualquer máquina antiga pode ser usada como terminal. Entretanto máquinas muito simples podem apresentar um desempenho de vídeo insatisfatório. Por isto recomendamos usar no mínimo micros Pentium II, 300 Mhz, 64 Mb RAM, placa de rede PCI e uma placa de vídeo com pelo menos 4 Mb de RAM.


11. Com tantos terminais ligados no Servidor o processamento não fica muito lento?


Um servidor "médio" suporta tranquilamente até 10-15 estações sem perda de desempenho perceptível. Com 1 Gb de RAM e duas placas de rede o mesmo servidor vai até 20 estações. Um servidor "topo de linha" com 4 placas de rede suporta bem 60 ou mais estações. Todas aparentam ter a mesma velocidade e capacidade do servidor, apesar de serem máquinas antigas e fracas.


12. O que acontece se o servidor estragar:

Tanto no Windows quanto no Linux todas as estações ficam fora do ar.
Se v. estiver usando
estações (e não terminais) ainda será possível executar alguma coisa localmente (editor de textos, planilha, internet).
Usando-se terminais um "crash" no servidor leva a nocaute todas as máquinas
.  Felizmente um servidor Linux pode ser fácilmente recuperado, basta guardar a "imagem" do servidor em um DVD e fazer backups diáriamente - não há necessidade de reinstalar tudo devido a chaves de acesso e proteções misteriosas, como no Windows. Basta baixar a imagem do servidor e o backup dos dados. Ainda há a possibilidade de se ter uma cópia física do disco rígido do servidor, atualizada periódicamente.


13. Minha aplicação empresarial não roda no Linux!


Resposta simples: Troque de aplicação. Existem muitos programas empresariais para Linux. Os principais pacotes do mercado rodam tanto em Windows quanto em Linux.

Resposta mais elaborada:
OK, v. não quer ou não pode trocar de programa. Então temos tres caminhos:

  1. Rodar sua aplicação dentro do Linux, usando o emulador Wine. O problema é que nem todos programas Windows funcionam usando esta opção. Se seu programa funcionar, ótimo! O desempenho é práticamente idêntico ao no Windows e o resto fica exatamente igual.
  2. Rodar o Windows dentro do Linux, usando a máquina virtual free VMWare. O desempenho fica práticamente o mesmo e o programa roda dentro do windows "virtual". Os problemas desta solução são dois: O custo, já que é necessário ter uma cópia de Windows atualizada para cada máquina. E a necessidade de muita memória RAM: cada terminal que usar esta solução exigirá mais 256 MB de RAM adicional no servidor e uma CPU um pouco mais rápida, o que refletirá em um custo maior no micro servidor.
  3. Instalar um Windows 2003 Terminal Server, rodar sua aplicação nele e fazer os terminais linux acessarem sua aplicação dentro de uma janela do WTS (sim, isto é possível e funciona perfeitamente). Aqui o problema apenas é o custo da solução, que traz também o custo adicional de administração do servidor Windows 2003, além do custo do micro e do sistema em si.

Nas opções "b" e "c" a vantagem Linux sobre uma rede Windows continua no custo dos terminais e dos programas aplicativos, na ausencia de administração e problemas com vírus e outras pragas e na disponibilidade de recursos adicionais (servidores de BD, Internet, Proxy, Email, etc).

12 - Ouvi falar que o Linux não funciona. Ou que não serve para usuário Final.


Em todo o mundo grandes empresas usam o Linux e estão completamente comprometidas com ele (IBM, Sun, GM, NASA, Exército Americano).
Aqui no Brasil práticamente todas as Cias Estaduais de Processamento de Dados usam Linux. A Justiça Federal está se informatizando com o Linux. Grandes bancos, como o BBrasil e outros estão movendo-se para Linux. Os Governos estão migrando para Linux. Grandes empresas como BIG, Carrefour, Casas Bahia, Ponto Frio, Renner, Panvel e muitas outras estão adotando massivamente o Linux.
Ora, isto não está acontecendo apenas porquê o Linux é "grátis". Está acontecendo também porquê o Linux é "melhor".
Segundo o IDC (um instituto internacional de estatísticas, especializado em Informática) 80% dos Provedores de Internet usam apenas Linux, e no mundo, 85% das empresas usam Linux como servidor de arquivos. Além disto o Linux é o sistema operacional cuja adoção mais cresceu nos últimos 3 anos.
Como levar a sério alguém que pode dizer que "o Linux não funciona¨, que "não serve para o usuário final" ?

Aliás este trabalho foi feito em um Notebook com Linux, usando o editor de textos do OpenOffice. O sistema não pendurou nem uma vez e, ao contrário do Word, tudo funcionou como esperado o tempo todo (não foi preciso ficar fazendo tentativas de acerto da formatação do texto e das tabelas, etc, etc...).

Este tipo de comentário desabonador parte de dois tipos de fonte:

  • Profissionais desatualizados ou comprometidos com o ambiente Windows (investiram em cursos, só conhecem Windows), etc. Um profissional que conheça um pouquinho de Linux não teria como fazer este tipo de comentário.
  • Empresas ligadas ao Windows - Microsoft e Parceiras: Mas v. daria ouvidos a um comentário claramente parcial?

 


13 - Então o Linux não tem defeitos?


O Linux tem defeitos, claro, como qualquer outro sistema operacional ou programa de computador. Mas, neste aspecto, há duas diferenças críticas em relação ao Windows:

  • O Linux tem muito menos defeitos.
  • Quando se aponta um defeito do Linux os responsáveis agradecem e tomam providencias. Sempre os defeitos apontados são corrigidos. E os usuários dispõem da correção sem pagar nada por isto... Quantas vezes você ouviu falar da Microsoft fazendo a mesma coisa?

14 - Quem faz o Linux? Se ele é gratuito o que os autores ganham com isto?

 


Em primeiro lugar o Software Livre (e o Linux) é controlado pela "comunidade", que são todas as pessoas envolvidas de alguma forma com o desenvolvimento do sistema e de suas partes.

O "modus operandi" do
Software Livre é dividido em projetos, alguns interligados e outros sem qualquer relação entre si. O projeto central é o do "kernel", que é o centro do Linux em si. Existem dezenas de milhares de outros projetos, desde grandes sistemas como o OpenOffice e o Firefox até pequenos programinhas auxiliares.

Cada projeto é tocado por uma equipe. A equipe elege um líder, mas todas as decisões do projeto são tomadas por votação. Uma mesma pessoa pode participar de vários projetos. Eventualmente um projeto pode convidar alguém da comunidade (de outro projeto) para integrar o seu time. Desta forma há uma mobilidade dentro da comunidade, que faz com que os que mais se destacam assumam papéis cada vez mais importantes.
Qualquer um pode fazer parte da comunidade, basta ir a um dos sites de
Software Livre na Internet e alistar-se para alguma tarefa em um projeto, dedicando algum tempo livre para esta tarefa. Raros são os programadores que atuam em horário integral no Software Livre

Existe todo tipo de tarefa, programar, verificar a qualidade, testar, traduzir, fazer manuais, etc. Não é preciso ser um técnico, quase que os únicos requisitos são saber inglês e ter vontade e algum tempo para participar.

Há uma fundação internacional, sem fins lucrativos, sem donos e controlada pela comunidade que tem a função de manter os projetos centrais do Linux (Kernel e alguns outros). Outros grandes projetos também tem suas próprias fundações: Apache (servidor WEB), Mozilla (Firefox e Thunderbird), OpenOffice, Python, PostGres e muitos outros. Estas fundações são mantidas por contribuições de grandes empresas e organizações mundiais, além de alguns governos.  Estes são alguns dos lugares onde há programadores de que vivem exclusivamente de sua atividade Software Livre .

Então como explicar que a elite, dezenas de milhares do melhores programadores do mundo, além de outros tantos profissionais não técnicos de alto nível no mundo inteiro dediquem-se tanto a projetos que não lhes pagam os salários?

A primeira grande explicação é ideológica: A crença na liberdade de pensamento, da criação e da informação e a disposição de lutar por esta crença.

Outro aspecto é a vantagem obtida pelo processo de desenvolvimento do Software Livre: o envolvimento de muitos profissionais e empresas diferentes, cada um fazendo uma parte de um mesmo projeto faz com que o custo de desenvolvimento do projeto fique muito abaixo do que no modelo de desenvolvimento tradicional. Com isto o foco das empresas sai "de vender uma caixinha" com o software para a prestação de serviços e agregação de valor ao programa. Assim vemos hoje muitas empresas que crescem e lucram vendendo serviços e customizações de programas livres. Estas empresas empregam os profissionais que também trabalham para o Software Livre. Assim esta troca termina por criar um "eco-sistema" em que todos saem ganhando: o cliente, a empresa, o profissional e a sociedade.

Do lado material a atuação na comunidade de Software Livre traz uma série de compensações, proporcionais ao papel desempenhado.
Grandes empresas pagam (bons, ótimos) salários para profissionais trabalharem na comunidade, com o interesse de ter "dentro de casa" a tecnologia derivada deste trabalho. Outras empresas desenvolvem produtos que se beneficiam ou usam a tecnologia gerada pelo Software Livre Assim sustentam o desenvolvimento com doações e contratando membros ativos da comunidade Linux. Grandes exemplos disto são a Oracle (Banco de Dados), IBM (computadores e sistemas corporativos), SAP (sistemas empresariais), Sun (sistemas corporativos), Novell (sistemas corporativos), NASA (aplicações científicas) e outras.

Empresas de todos os portes desde micro-empresas, como a Sistart/MicroStart, até grandes corporações como IBM, Novell e Sun vivem do Software Livre, cobrando pelos serviços de instalação, suporte técnico, desenvolvimento e treinamento. Em retribuição seus profissionais participam da comunidade em alguns projetos e devolvem à comunidade parte do conhecimento adquirido e do trabalho executado.

Além disto a participação na comunidade Linux abre as portas para atuar no mundo acadêmico como professor, pesquisador e palestrante, sendo expressiva a quantidade de linuxistas que vivem exclusivamente destas atividades.
O software ser livre não significa que os serviços são gratuitos.

 


Originalmente este texto foi produzido com o OpenOffice em um Notebook Toshiba com Linux Lux.OS 1.2
Foram gravados tres tipos de arquivos:
- PDF (Acrobat): 56,4 Kb de tamanho.
- DOC (Word): 140,0 Kb de tamanho.

- ODT (OpenOffice): 20,9 Kb de tamanho (menor e mais seguro!)

 


Publicado em: 31.10.07